segunda-feira, 10 de março de 2014

Crendices Coloniais - por: Gabriel Lopes

Medicina Popular: formas de crendice.


Certas crenças criam-se ao longo das gerações, quando através de relatos da história oral perpassam o tempo. Os colonos, ao longo das décadas de colonização, instalados nas propriedades e localidades, criaram um conhecimento imaterial. A vivência rural também é um dos pontos a ser considerado, quando as conversas informais era oque regia o trabalho do proletariado.
A seguir uma relação de frases, que exemplificam as frases passadas por gerações. Dentre elas, existem várias outras:

Certas crenças criam-se ao longo das gerações, quando através de relatos da história oral perpassam o tempo. Os colonos, ao longo das décadas de colonização, instalados nas propriedades e localidades, criaram um conhecimento imaterial. A vivência rural também é um dos pontos a ser considerado, quando as conversas informais era oque regia o trabalho do proletariado.
A seguir uma relação de frases, que exemplificam as frases passadas por gerações. Dentre elas, existem várias outras:
01.  Ninho de abelha afixado na residência sinal de especial sorte.
02.  Galo cantando em frente à porta da casa – anúncio de visita.
03.  Quero-quero sobrevoando a moradia – visita de muito longe.
04.  Ferradura na residência – moradia de gente supersticiosa.
05.  Varredura da casa, após o pôr-do-sol, desejo de atrair maus presságios.
06.  Um punhado de sal e vassoura, atrás da porta, espanta gente indesejada.
07.  As notícias boas são em número de três, enquanto as impróprias em total de sete.
08.  Quem atormenta animais espelha a sua ignorância e chama maus presságios.
09.  Talheres caindo das mãos ao chão – anúncio de visita (colher – feminina; faca – masculina).
10.  Urubu sobrevoando a casa sinaliza prenúncios de azares maiores.
11.  Passarinho entrando na casa sinal de sorte nos negócios.
12.  Fogo fazendo chiado, no fogão (à lenha), assinala visita excepcional.
13.  Soluços assinalam comentários e falatórios sobre o indivíduo.
14.  Chiado no ouvido direito falatório bom – chiado no ouvido esquerdo comentário impróprio.
15.  Folha de alfafa, achada com cinco pétalas, do normal de quatro, engaria sorte.
16.  Quem vê borboleta com numeração – chamarisco para arriscar a sorte nas loterias.
17.  Números sonhados, em três dias seguidos, jogá-los na loteria.
18.  Galinha chocadeira para boa ninhada precisa receber número ímpar de ovos (nove, onze, treze, quinze).
19.  Subir em alturas na Sexta-Feira Santa constitui-se em chamarisco para inconveniências.
20.  Crenças e palavras expressadas atraem a sorte.
21.  Vassoura atravessada na porta – espanta/revela as bruxas.
22.  As cantadas do galo, na calada da noite, marcará cerração e calor.
23.  Gato preto, atravessado na porta, espanta bruxas.
24.  Espada de São Jorge ou Arruda, diante da casa, afasta os maus olhados.
25.  A benzedura apela aos nomes divinos, enquanto a bruxaria invoca os poderes maléficos.

Bibliografia: LANG, Guido. Livro “Histórias das Colônias”

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